Palavra
do Senhor para hoje Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São
MateusDas
Cartas de São João de Deus, religioso As histórias também
nos ajudam... (Por António
Torrado | Cristina Malaquias) Ao senhor Túlio sempre lhe fizera espécie
como é que os relógios ORAÇÃO Senhor,
que nos destes em Santa Francisca Romana um modelo
de vida conjugal e de
vida religiosa, conservai-nos sempre fiéis
no vosso serviço, para Vos conhecermos e
seguirmos em todas as circunstâncias da vida. Amen As histórias também
nos ajudam... (Por António
Torrado | Cristina Malaquias) No
tempo em que as velas dos moinhos rodavam ao
vento,
um moleiro, ORAÇÃO Senhor,
que nos destes em Santa Francisca Romana um modelo
de vida conjugal e de
vida religiosa, conservai-nos sempre fiéis
no vosso serviço, para Vos conhecermos e
seguirmos em todas as circunstâncias da vida. Amen
Toda
a palavra de Deus é lei
para a nossa vida e luz para os nossos caminhos, mas é na
palavra de Jesus, o Filho de Deus, Ele próprio
a Palavra feita homem, que essa lei e essa luz se tornam
mais claras e mais luminosas. Ele é a última
Palavra. Neste tempo da Quaresma, o primeiro alimento
que nos é proposto é precisamente a Palavra
de Deus, porque, como o lembra logo no Primeiro Domingo
a leitura do Evangelho, ‘nem só de pão
vive o homem’, o que outro Evangelista completa,
dizendo: ‘Mas de toda a palavra que sai da boca
de Deus’.
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não
penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não
vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo:
Antes que passem o céu e a terra, não
passará da Lei a mais pequena letra ou o
mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto,
se alguém transgredir um só destes
mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar
assim aos homens, será o menor no reino
dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar
será grande no reino dos Céus».
O Relógio
do Senhor Túlio
trabalhavam
incansavelmente e nunca paravam.
- Dá-se-lhes corda e eles andam - explicavam
ao senhor Túlio, que tinha um relógio
dos antigos, muito anterior aos relógios
a pilhas.
Mas o senhor Túlio não acreditava.
Devia haver outro mistério.
Um dia, o relógio dele parou, por mais
corda que lhe desse. Quando o senhor Túlio
foi levá-lo a arranjar à oficina
de relojoaria, ficou maravilhado a olhar para
o maquinismo do seu querido relógio, que
o relojoeiro destapara.
- Tantas rodinhas. Nunca pensei - admirou-se
ele.
Mas mais espantado ficou quando o relojoeiro,
com um pinça, tirou uma formiga já morta,
que tinha encrencado o mecanismo.
- Pronto. O desarranjo estava aqui - explicou
o relojoeiro, voltando a fechar a tampa do relógio.
O senhor Túlio estranhou:
- E não põe lá uma formiga
nova?
- Para quê?
- Para fazer as vezes da que morreu. Como é que
o relógio pode trabalhar sem maquinista?
E se o senhor Túlio tivesse razão
e fosse mesmo à conta das formigas que
os relógios conseguem trabalhar? É uma
ideia como outra qualquer e bastante divertida.
Até dava outra história.
Moleiros e Carvoeiros
todo enfarinhado de carregar
com sacas de farinha, cruzou-se, na estrada,
com um carvoeiro todo enfarruscado de carregar
com sacas de carvão.
Esquecemo-nos de dizer que ao lado do moleiro
ia o filho do moleiro e ao lado do carvoeiro,
o filho do carvoeiro. Nesse tempo também,
os filhos dos moleiros não tinham outro
destino senão ser moleiros e os filhos
dos carvoeiros não podiam ambicionar outra
vida senão ser carvoeiros.
- Ó pai, já viste aqueles dois
tão sujos que ali vão? - disse
o filho do moleiro para o moleiro.
O filho do carvoeiro ouviu o comentário
e não gostou. Aliás, o pai também
não gostou.
- Sujos vão eles - lançou o garoto
do carvoeiro.
Carvoeiros e moleiros pararam na estrada, enfrentando-se
com ar de poucos amigos. Quem está sujo,
quem não está sujo, o certo é que,
depois de algumas más palavras trocadas
em despique, os dois miúdos engalfinharam-se à zaragata.
E os pais atrás deles.
Mãos que ameaçam, murros que se
cruzam, joelhadas que fervem, e os que estavam
brancos ficaram manchados de preto e os que estavam
pretos ficaram manchados de branco. De mistura
com o pó da estrada, uma nuvem cinzenta
- cinzenta de carvão e farinha - rodeou
os contendores.
Correu gente dos campos próximos a apartá-los.
Não foi sem custo que os separaram, magoando-se
tanto os que pediam paz como os que faziam guerra.
Então um velho de respeitáveis
barbas, que com os outros camponeses acudira à contenda,
falou assim:
- Tão tolos são os filhos como
os pais. Vejam-se agora, reparem nos nossos fatos
e digam se não estão mais sujos
do que estavam?
Realmente já se não distinguia
qual o moleiro e qual o carvoeiro.
- Se tivessem dado um abraço, em vez de
bulharem, o resultado teria sido o mesmo - continuou
o velho. - E, realmente, porque se não
hão-de abraçar estes trabalhadores
honrados, orgulhosos da profissão que
escolheram e dos fatos de trabalho que envergam?
Vá, dêem um abraço, rapazes!
Os garotos, um pouco reticentes, abraçaram-se.
Os homens, um pouco contravontade, abraçaram-se.
- Ena, que sujo que eu estou! - riu-se o filho
do carvoeiro.
- Não estás menos do que eu - riu-se
o filho do moleiro.
Riram-se os filhos. Riram-se os pais. Toda a
gente riu com gosto e a história acaba
aqui. E bem.