Palavra do Senhor para hoje


Toda a palavra de Deus é lei para a nossa vida e luz para os nossos caminhos, mas é na palavra de Jesus, o Filho de Deus, Ele próprio a Palavra feita homem, que essa lei e essa luz se tornam mais claras e mais luminosas. Ele é a última Palavra. Neste tempo da Quaresma, o primeiro alimento que nos é proposto é precisamente a Palavra de Deus, porque, como o lembra logo no Primeiro Domingo a leitura do Evangelho, ‘nem só de pão vive o homem’, o que outro Evangelista completa, dizendo: ‘Mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São MateusDas Cartas de São João de Deus, religioso

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».

As histórias também nos ajudam...

O Relógio do Senhor Túlio

(Por António Torrado | Cristina Malaquias)

Ao senhor Túlio sempre lhe fizera espécie como é que os relógios trabalhavam incansavelmente e nunca paravam.
- Dá-se-lhes corda e eles andam - explicavam ao senhor Túlio, que tinha um relógio dos antigos, muito anterior aos relógios a pilhas.
Mas o senhor Túlio não acreditava. Devia haver outro mistério.
Um dia, o relógio dele parou, por mais corda que lhe desse. Quando o senhor Túlio foi levá-lo a arranjar à oficina de relojoaria, ficou maravilhado a olhar para o maquinismo do seu querido relógio, que o relojoeiro destapara.
- Tantas rodinhas. Nunca pensei - admirou-se ele.
Mas mais espantado ficou quando o relojoeiro, com um pinça, tirou uma formiga já morta, que tinha encrencado o mecanismo.
- Pronto. O desarranjo estava aqui - explicou o relojoeiro, voltando a fechar a tampa do relógio.
O senhor Túlio estranhou:
- E não põe lá uma formiga nova?
- Para quê?
- Para fazer as vezes da que morreu. Como é que o relógio pode trabalhar sem maquinista?
E se o senhor Túlio tivesse razão e fosse mesmo à conta das formigas que os relógios conseguem trabalhar? É uma ideia como outra qualquer e bastante divertida. Até dava outra história.

ORAÇÃO

Senhor, que nos destes em Santa Francisca Romana um modelo de vida conjugal e de vida religiosa, conservai-nos sempre fiéis no vosso serviço, para Vos conhecermos e seguirmos em todas as circunstâncias da vida.

Amen

Mensagem do Papa Bento XVI

para a Quaresma 2010

As histórias também nos ajudam...

Moleiros e Carvoeiros

(Por António Torrado | Cristina Malaquias)

No tempo em que as velas dos moinhos rodavam ao vento, um moleiro, todo enfarinhado de carregar com sacas de farinha, cruzou-se, na estrada, com um carvoeiro todo enfarruscado de carregar com sacas de carvão.
Esquecemo-nos de dizer que ao lado do moleiro ia o filho do moleiro e ao lado do carvoeiro, o filho do carvoeiro. Nesse tempo também, os filhos dos moleiros não tinham outro destino senão ser moleiros e os filhos dos carvoeiros não podiam ambicionar outra vida senão ser carvoeiros.
- Ó pai, já viste aqueles dois tão sujos que ali vão? - disse o filho do moleiro para o moleiro.
O filho do carvoeiro ouviu o comentário e não gostou. Aliás, o pai também não gostou.
- Sujos vão eles - lançou o garoto do carvoeiro.
Carvoeiros e moleiros pararam na estrada, enfrentando-se com ar de poucos amigos. Quem está sujo, quem não está sujo, o certo é que, depois de algumas más palavras trocadas em despique, os dois miúdos engalfinharam-se à zaragata. E os pais atrás deles.
Mãos que ameaçam, murros que se cruzam, joelhadas que fervem, e os que estavam brancos ficaram manchados de preto e os que estavam pretos ficaram manchados de branco. De mistura com o pó da estrada, uma nuvem cinzenta - cinzenta de carvão e farinha - rodeou os contendores.
Correu gente dos campos próximos a apartá-los. Não foi sem custo que os separaram, magoando-se tanto os que pediam paz como os que faziam guerra. Então um velho de respeitáveis barbas, que com os outros camponeses acudira à contenda, falou assim:
- Tão tolos são os filhos como os pais. Vejam-se agora, reparem nos nossos fatos e digam se não estão mais sujos do que estavam?
Realmente já se não distinguia qual o moleiro e qual o carvoeiro.
- Se tivessem dado um abraço, em vez de bulharem, o resultado teria sido o mesmo - continuou o velho. - E, realmente, porque se não hão-de abraçar estes trabalhadores honrados, orgulhosos da profissão que escolheram e dos fatos de trabalho que envergam? Vá, dêem um abraço, rapazes!
Os garotos, um pouco reticentes, abraçaram-se. Os homens, um pouco contravontade, abraçaram-se.
- Ena, que sujo que eu estou! - riu-se o filho do carvoeiro.
- Não estás menos do que eu - riu-se o filho do moleiro.
Riram-se os filhos. Riram-se os pais. Toda a gente riu com gosto e a história acaba aqui. E bem.

ORAÇÃO

Senhor, que nos destes em Santa Francisca Romana um modelo de vida conjugal e de vida religiosa, conservai-nos sempre fiéis no vosso serviço, para Vos conhecermos e seguirmos em todas as circunstâncias da vida.

Amen