Santa Inês de Assis (1198 – 1253)
(Festa: 19 de Novembro)
Segunda filha de Ortolana
e Favarone de Offreduccio, irmã de Santa
Clara e da bem-aventurada Beatriz. Nasceu no ano de 1197, em Assis
e no baptismo recebeu o nome de Catarina. Residiu com a família
em Perusa durante os anos 1200 a 1204. Em 1211, logo depois de Clara,
deixou tudo para servir
a Deus, enfrentando corajosamente o assalto dos parentes que queriam
obrigá-la
a voltar a casa. Mais tarde, em 1221, partiu para Florença,
onde exerceu o ofício de Abadessa no Mosteiro Monticeli. Colaborou
na fundação
de Mântua em 1235, juntamente com Irmã Iluminata de
Assis e algumas irmãs de Florença. Mais tarde voltou
a Monticeli, e depois novamente a Assis, provavelmente no ano da
morte de Santa Clara. Morreu
a 27 de Agosto de 1253, dezasseis dias após sua santa irmã.
Oração
Santa Inês
de Assis, tu que soubeste viver a total entrega da tua existência
ao Senhor, ensina-nos a descobrir o sentido de uma vida de inteira
doação. Tu que viveste o silêncio e a oração,
ensina-nos a abrir-nos ao diálogo íntimo com o
Senhor. Tu que tiveste especial devoção ao Menino
Jesus, ensina-nos a acolher na nossa história a plenitude
da encarnação de Deus. Tu que seguiste Jesus Cristo
Pobre e Humilde e foste verdadeira mestra de tuas Irmãs,
na humildade e docilidade ao Evangelho, ensina-nos a ser discípulos
fiés de Jesus Mestre. Tu que realizaste inúmeras
curas de pessoas enfermas, através do sinal da cruz, ensina-nos
a confiar infinitamente no poder de Jesus Cristo. Intercede junto
de Deus, para que Ele nos atenda nas nossas necessidades. E que
possamos, um dia, na eternidade reunir-nos contigo no louvor
e na acção de graças sem fim. Amém.
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Santa Inês
de Praga (1202-1282)
(Festa: 02 de Março)
Aneska era filha do Premysl Otocar I, da Boêmia, e de Constância
da Hungria. Prima de
Santa Isabel da Hungria, sobrinha de Santa
Edviges e tia de Santa Margarida da Hungria. Nasceu em Praga em 1202.
Aos três
anos foi enviada a Trebnica, em Breslau para ser educada num mosteiro cisterciense.
Aos seis anos, transferida para Doksani, com as premonstratenses e dois anos
mais tarde para a corte de Viena, como futura esposa de Henrique, rei da
Sicília e da Alemanha, filho do Imperador Frederico II. Esse casamento
foi desfeito e mais tarde foi pretendida pelo próprio Imperador Frederico
II. Fundou um hospital e a Ordem dos Crucíferos da Estrela Vermelha,
além de um convento para os Frades Menores em Praga. Em 1234 iniciou
vida religiosa em Praga num mosteiro de Clarissas, por ela construído,
para onde chamou irmãs de Trento. Por muitos anos foi Abadessa.
Santa Clara escreveu-lhe várias cartas, consagrando-lhe profunda
amizade. Morreu santamente em 1282.
Foi canonizada por João Paulo II em 12-11-1989
Oração
Querida Santa
Inês de Praga, fiel seguidora do ideal de pobreza de
Santa Clara, ajuda-nos a ser fiéis no seguimento de
Jesus Cristo. Intercede junto d’Ele, para que nos dê coragem
e fidelidade; um desejo ardente de permanecer na graça
divina; um firme empenho na vida de oração e
de contemplação; uma alegria profunda no despojamento
interior e exterior. Que possamos, com a tua intercessão,
viver em plenitude os mistérios de Jesus Cristo, tal
como a nossa Mãe Santa Clara te escreveu, em suas Cartas.
Ensina-nos a saborear a experiência profunda da nossa
espiritualidade. Com a tua oração, possamos renovar
o nosso desejo de sermos fiéis discípulos de
Jesus Cristo. Amém!
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Santa Catarina de Bolonha (1413-1463)
(Festa: 9 de Maio)
Nasceu em 8 de Setembro
de 1413 em Bolonha, Itália. Também é conhecida
como Catherine de Vigri.
Filha de um diplomata. A tradição diz que seu pai recebeu uma
visão que ela iria nascer. Dama de honra da filha de uma marquesa
recebeu a mesma educação da sua patroa. Professou com 14 anos
na Ordem Terceira. Depois de estudar letras e artes, em 1431 pediu para se
admitida no Mosteiro das Clarissas de Ferrara onde foi mestra de Noviças.
Fundou um convento de Clarissas Pobres em Bolonha em 1456 onde foi Abadessa.
Fazia milagres e ainda era profetisa e tinha revelações místicas.
Também era pintora e decifrava manuscritos como se estivesse iluminada
por um anjo. No dia de Natal recebeu uma visão de Jesus nos braços
de Maria. Esta visão pintou num quadro que se encontra no
Museu do Vaticano.
Morreu a 9 de Março de 1463 em Bolonha, Itália e foi enterrada
sem caixão e não foi embalsamada. Exumada dezoito dias depois,
devido a milagres que ocorriam junto de sua tumba, o odor de perfume exalou
de seu túmulo e o seu corpo estava incorrupto. Perante isso foi chamado
o doutor Maestro Giovanni Marcanova que examinou o corpo e não pôde
explicar o facto. Assim o seu corpo foi vestido com roupa limpa e colocado
numa cadeira, numa capela especial, atrás de barras e vidros onde
está ainda hoje.Na arte litúrgica da Igreja, Santa Catarina é mostrada
como uma Clarissa Pobre carregando o Menino Jesus ou num trono com um livro,
ou ainda com uma cruz sobre seu peito e descalça.
Escreveu “ Tratado em armas espirituais”e “Revelações”.
Foi canonizada a 22 de Maio de 1712 pelo Papa Clemente XI
É padroeira da Academia de arte de Bolonha, dos pintores e das artes liberais.
Oração
Ó querida Santa Catarina de Bolonha, que acolheste com infinito afeto
o mistério da encarnação do Filho de Deus, alcança-nos
um amor profundo por Jesus Menino. Que o nosso coração desperte
para a maternidade espiritual, seguindo teu exemplo de amor ao Menino de Belém!
Que tenhamos cuidado atento para com as nossas irmãs, como para com Jesus.
Ajuda-nos a viver um grande amor à nossa espiritualidade clariana, à vida
de oração e de contemplação. Intercede para que tenhamos
coragem e fé nas tribulações, para que nossa vida seja de
alegria, serviço, acolhimento e perdão. Sê para nós
mestra de vida interior. Guia o nosso empenho de renovação e de
fidelidade a Jesus. Amém!
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Santa Verónica
de Giuliani (1660-1727)
(Festa: 10 de Julho)
Ursula Giuliani nasceu em Mercatello de Urbino, no ano de 1660. A
os sete
anos de idade, ingressou no convento capuchinho de Citá de Castelo,
onde posteriormente tomaria o nome de Verónica. Já na sua
infância foram observados nela sinais de futura santidade. Ainda
menina, trazia no coração grande amor à Nossa Senhora
de forma que a penitência, a mortificação e o seu empenho
sincero na caridade para com os mais necessitados lhe imprimiam na alma
verdadeira santidade. Após a profissão, aumentou sobremaneira
a sua devoção à Paixão de Nosso Senhor
Jesus Cristo.
A sua personalidade, inicialmente, pendia para o mal da teimosia,
que acabava culminando em desabafos e violentas explosões de ira. Com a graça
divina, porém, a sua energia individual conseguiu vencer estes defeitos
e veio a ser a religiosa mística que representa uma verdadeira glória
para os membros de sua Ordem, consequentemente para toda a santa Igreja.
Foi agraciada com a visão de Jesus Cristo com a cruz às costas.
A partir disso, passou a sofrer uma aguda dor nas costas. Em 1693, teve outra
visão na qual o Senhor lhe deu a beber do cálice; Verónica
aceitou-o e, desde aquele momento, os estigmas da Paixão começaram
a gravar-se no seu corpo e na alma. No ano seguinte apareceram sobre a sua
fronte as marcas da coroa de espinhos e no ano de 1697 formaram-se nos seus
membros as cincos chagas de Nosso Senhor, precisamente numa Sexta-feira Santa,
distinção esta que lhe trouxe dolorosas provações.
Durante 34 anos desempenhou no seu convento o cargo de mestra de noviças.
Onze anos antes de sua morte foi eleita abadessa. Formava a suas noviças
com o exercício de perfeição e virtudes cristãs.
Ao final de sua vida, Santa Verónica, que durante quase 50 anos havia
sofrido com admirável paciência, resignação e alegria,
viu-se acometida de uma apoplexia. Morreu em 9 de Julho de 1727. Deixou escrito
um relato da sua vida e experiências místicas, que foi de grande
utilidade no processo de beatificação. Antes de sua morte, havia
dito ao seu confessor que os instrumentos da Paixão do Senhor estavam
impressos no seu coração. Ao fazer-lhe a autópsia, na
qual esteve presente o bispo, o alcaide e vários cirurgiões,
descobriu-se uma série de objectos minúsculos, que correspondiam
aos que a santa havia desenhado. O seu corpo conserva-se incorrupto junto ao
Mosteiro de Santa Verónica, na localidade de Cittá di Castello,
Umbria - Itália.
Foi canonizada por Gregório XVI em 26-05-1839
Oração
Santa Verónica,
mestra de vida espiritual, fiel seguidora de Jesus Cristo,
no caminho de Santa Clara e de São Francisco, intercede
por nós. Tu, que viveste uma penitência rigorosa,
alcança para nós a graça de sermos penitentes,
por amor a Jesus, e permanecermos em constante conversão
de vida. Por tua mortificação severa, alcança
para nós o desejo de nos despojarmos de tudo o que não
nos conduz a Deus. Por teu amor à Paixão de Jesus,
ajuda-nos a fazer o caminho do seguimento, até o fim,
mesmo na cruz. Por tua mística contemplação
dos mistérios divinos, alcança-nos mergulhar
em plenitude na graça. Por teus sagrados estigmas e
outros sinais da Paixão, por teus sofrimentos, perseguições
e dores, alcança-nos o desejo de aderir sempre mais
aos desígnios de amor que Deus tem por nós. Amém!
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SANTA CUNEGUNDES (1224-1292)
(Festa: 23 DE JULHO)
Da
dinastia real da Hungria, Cunegundes (Kinga) era filha do rei Bela
IV e de Maria Láskaris, a bizantina. Era sobrinha de Santa Edviges e
de Santa Inês de Praga; irmã das Bem-aventuradas Iolanda e Margarida;
prima de Santa Isabel de Portugal; prima e cunhada da Bem-aventurada Salomé de
Cracóvia; tia de São Luís de Tolosa. Muito trabalhou
para a canonização de Santo Estanislau e Santa Edviges. Nasceu
em 1224. Casou-se com Boleslau, príncipe de Cracóvia, em 1239,
vivendo com ele durante 40 anos em virgindade. Após a morte do marido,
tornou-se Clarissa em 1279, no Mosteiro de Stary Sacz, fundado por ela e
o marido em Sandeck. Ali, mais tarde, foi abadessa. Morreu em 1292. Foi declarada
padroeira da Polónia e Lituânia por Clemente XI.
Foi beatificada em 1690 pelo Papa Alexandre VIII. Foi canonizada
pelo Papa João Paulo II em Stary Sacz no dia 16 de Junho de
1999.
Oração
Ó querida
Santa Cunegundes, fiel seguidora do ideal clariano em pobreza
e castidade, sê para nós um modelo de vida pobre
e casta. Que possamos viver uma fidelidade a toda prova, um
amor profundo a Jesus. Intercede por nós, para que saibamos
abraçar com radicalidade a nossa vocação,
reconhecendo que a graça nos conduz à plenitude
da experiência dos mistérios de Jesus Cristo.
Que o teu amor a Jesus nos ajude a viver plenamente a nossa
consagração. Amém!
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SANTA EUSTÓQUIA
DE MESSINA (1434-1485)
(Festa: 19 de Janeiro)
Filha de Mascalda Romano e de Bernardo Calafato, nobre da Catânia e
rico comerciante na Sicília,
nasceu a 25 de Março de 1434 em
Messina. Renunciando a núpcias vantajosas, aos 15 anos ingressou num
Mosteiro de Clarissas Urbanistas em Basicó, perto de Messina. Com
a ajuda dos Frades Menores Observantes, conseguiu bula do Papa Calisto III
par fundar um Mosteiro de Clarissas em Messina, com a Regra de Santa Clara.
Desta fundação participou a Bem-aventurada Jacoba Policino,
sua fiel companheira e biógrafa. Teve especial amor à Paixão
de Jesus e deixou muitos escritos espirituais. Morreu a 20 de Janeiro
de 1485 e o seu corpo permanece incorrupto na igreja do Mosteiro
Montevergine,
em Messina.
Foi canonizada a 11 de Junho de 1988 pelo Papa João Paulo
II.
Oração
Ó querida
Santa Eustóquia, que tiveste um grande amor a Jesus,
desejando consagrar a tua vida a Ele, ajuda-nos a viver a nossa
consagração com inteira entrega. Ensina-nos a
contemplar os mistérios da Paixão de Jesus, saboreando
a doçura da graça e o dom de nossa salvação.
Dá-nos coragem de nos empenharmos numa vida de conversão,
penitência, entrega e alegria. Que Jesus seja o nosso único
Deus e Amigo, como para ti. Que tenhamos a Santa Virgem Maria
como protectora, conforme o teu santo exemplo. Conduz-nos no
caminho do seguimento e da contemplação de Jesus,
porque foste grande mestra de contemplação e
de vida cristã. Sê para nós uma irmã e
companheira no ideal cristão. Amém!
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SANTA COLETA DE CORBIE
(1381-1447)
(Festa: 7 de Fevereiro)
Filha
de Margarida e de Roberto Boylet, um próspero jurisconsulto
de Corbie, na Picardia, França, nasceu a 13 de Janeiro de 1381. Órfã de
pais muito cedo, distribuiu os seus bens aos pobres, desejando consagrar-se
a Deus. Ingressou entre as Beguinas da sua cidade e no ano seguinte pôs-se
a serviço de um hospital próximo das beneditinas. Depois ingressou
entre as Clarissas Urbanistas, no Real Mosteiro de Moncel, perto de Beauvais.
Voltando a Corbie, passou a viver em clausura, como religiosa da Ordem Terceira
de São Francisco (1402). Ali, depois de muita resistência, acolheu
o apelo de Bento XIII de ser reformadora das Clarissas. Em 1406 o Papa deu-lhe
a aprovação para uma fundação e o início
da reforma. Contam-se 17 mosteiros por ela fundados ou reformados na França,
Bélgica e Holanda. A sua acção reformadora estendeu-se
também à Primeira Ordem, chamados Franciscanos Recoletos. Morreu
na fundação de Gand a 06 de Março de 1447.
Foi canonizada em 24-05-1807 pelo Papa Pio VII.
Oração
Querida Santa
Coleta, que venceste tantas resistências e vicissitudes,
para viver a tua vocação à vida pobre
e contemplativa na Ordem de Santa Clara, intercede por nós,
para que tenhamos firmeza e fidelidade na nossa vocação.
Tu que foste reformadora de mosteiros de Clarissas e de conventos
de frades, corajosa na renovação do espírito
de nossos fundadores, ajuda-nos a caminhar no seguimento de
Jesus Cristo com o mesmo empenho, com a mesma sede de renovação.
Roga a Jesus que nossa vida alcance a graça de uma santidade
concreta, em resposta fiel ao plano de amor que Deus tem para
cada uma de nós. Amém!
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SANTA CAMILA BAPTISTA VARANI (1458-1524)
(Festa: 30 de Maio)
Filha de Júlio César Varani, duque de Camerino e de Francisca
de Maestro Giácomo de Malignis, nasceu em Camerino a 9 de
Abril de 1458. Educada pela Bem-aventurada Giovana Malatesta, esposa
do duque, teve
contacto com os Franciscanos da Observância e, em 1481 ingressou no
Mosteiro das Clarissas Urbanistas em Urbino. Em 1482 faz a profissão,
partindo para Camerino com algumas companheiras, onde realiza a fundação
de um Mosteiro com a Regra de Santa Clara. Em 1505 funda o Mosteiro
de Clarissas de Fermo. Amava de modo particular o Crucificado e deixou
muitos escritos
espirituais. Morreu em Camerino a 31 de Maio de 1524.
A declaração de Santa foi definida pelo Papa João
Paulo II.
Oração
Santa Camila,
recorremos a ti com grande confiança, para pedir neste
momento a tua protecção e a tua poderosa intercessão.
Tu que tiveste um grande amor à Paixão e ao Coração
de Jesus, intercede junto a este mesmo Coração,
alcançando para nós esta graça especial … (pedir
a graça). Desde já agradecemos, com a certeza
de que alcançarás a graça que te pedimos.
Obrigada, Santa Camila, por tua fiel oração e
pela tua poderosa e confiante intercessão pela causa
que colocamos nas tuas mãos. Assim seja!
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Beata Maria Madalena Martinengo
(1687-1737)
(Festa: 27 de Julho)
Nasceu a 4 de Outubro
de 1687 em Bréscia. Filha do Conde Leopardo
III, da nobre família Martinengo de Barco, e de Margarida Secchi,
dos Condes de Aragão, parente de São Luís Gonzaga. No
baptismo recebeu o nome da mãe, ficando órfã no primeiro
ano de vida. Educada por Isabel Marazzi, aos 10 anos entrou num colégio,
passando algum tempo também num Mosteiro beneditino, para aprofundar
sua educação. Com 13 anos fez o voto de virgindade. Admitida
no Mosteiro das Capuchinhas de Bréscia em 1705, foi mestra de noviças
e Abadessa. Deixou muitos escritos espirituais e distinguiu-se por
seu amor a Jesus Crucificado. Morreu a 27 de Julho de 1737.
Foi beatificada por Leão XIII no dia 8 de Junho de 1900
Beata HELENA ENSELMINI
DE PÁDUA (1207- 1241)
(Festa: 7 de Novembro)
Nasceu
em Pádua no ano de 1207, da nobre família Enselmini.
Com 13 anos ingressou no Mosteiro de Clarissas de Arcella-Pádua. Teria
conhecido Santo António, sendo por ele orientada na vida espiritual.
Ficou muda, cega e paralítica, enfrentando com heroísmo estas
limitações. Morreu aos 34 anos com fama de santidade.
Foi beatificada em 1685 pelo Papa Inocêncio XII.
Beata SALOMÉ DE CRACÓVIA
(1211-1268)
(Festa: 18 de Novembro)
Da real família da Polónia, filha do príncipe Lescón
V, irmã de Boleslau, o Casto, esposo da Bem-aventurada Cunegundes
e de Santa Isabel da Turíngia. Nasceu em Cracóvia em 1211.
Com apenas três anos foi dada em casamento a Colomano, rei da Hungria
e príncipe da Halícia, com quem viveu em perfeita virgindade.
Depois da morte do marido em 1245, na batalha contra os tártaros,
deu os seus bens aos pobres e ingressou no Mosteiro das Clarissas de Zawicost,
por ela fundado. Notabilizou-se por sua grande obediência e
humildade. Morreu em 1268.
Beata IOLANDA DA HUNGRIA (1235-1298)
(Festa: 12 de Junho)
Da dinastia real da Hungria,
Iolanda (Johelet) era filha do rei Bela IV e de Maria Láskaris, a bizantina. Era sobrinha de Santa Edviges e
de Santa Inês de Praga; irmã das Bem-aventuradas Cunegundes
e Margarida; prima de Santa Isabel de Portugal; prima e cunhada da Bem-aventurada
Salomé de Cracóvia; tia de São Luís de Tolosa.
Nasceu em 1235 e foi educada por sua irmã Cunegundes. Casou-se com
Boleslau, o Pio, príncipe de Haliez e Gniesno e teve três filhas.
Com o marido fundou mosteiros, igrejas e hospitais, dedicando-se a obras
de caridade. Quando viúva, juntamente com sua filha mais nova, tornou-se
Clarissa no Mosteiro de Stary Sacz, em Sandeck. Distinguiu-se por sua humildade
e contemplação das coisas do alto. Por causa da guerra, transferiu-se
para o Mosteiro de Gniesno, que havia sido construído por
ela e o marido. Morreu em 11de Junho de 1298.
Foi beatificada pelo Papa Leão XII.
Beata LUÍSA DE SABÓIA
(1462-1503)
(Festa: 24 de Julho)
Quinta dos dez filhos
do Bem-aventurado Amadeu II, duque de Sabóia,
e de Iolanda, nasceu em Gênova, na Itália em 1462. Viveu no
ducado de Sabóia e casou-se com Hugo de Chalon, a quem muito amou.
Brilhou pelas virtudes de esposa. Estabeleceram-se no castelo de Nozeroy.
Numa guerra contra os suíços, foi raptada e na prisão
do castelo de Rouvres encontrou-se com o Pe. João Perrin, que se tornou
seu director espiritual. Em 1490 ficou viúva, ingressando no Mosteiro
das Clarissas Coletinas de Orbe, na Suíça, (transferidas mais
tarde para Annecy), em 1492. Ali viveu santamente, edificando suas irmãs
pela piedade, humildade e abnegação de si mesma. Morreu
a 24 de Julho de 1503.
Foi beatificada pelo Papa Gregório XVI.
Beata JOSEFINA LEROUX,
MÁRTIR (1747-1794)
(Festa: 22 de Outubro)
Ana Josefa Leroux nasceu
em Cambrai, França, em 1747. Professou a
Regra de Santa Clara em Valencienes. Durante a Revolução Francesa
a sua comunidade foi suprimida (1791). Refugiou-se numa família em
Cambrai e depois, nas Irmãs Ursulinas em Mans, onde se encontrava
sua irmã religiosa. Foi presa juntamente com as Ursulinas
e guilhotinada aos 46 anos, no dia 23 de Outubro de 1794.
Foi beatificada a 13 de Junho de 1920 pelo Papa Bento XV.